Adubação em dia, calendário seguido à risca, mas a planta “não sai do lugar”: folhas queimando nas bordas, crescimento parado e frutos que não crescem. O que é feito? Coloca-se mais fertilizante, é exatamente o erro que agrava o problema.
O que é CE
A condutividade elétrica mede a concentração total de sais dissolvidos. Cada fertilizante tem um índice salino próprio: alguns elevam muito a CE, outros entregam o mesmo nutriente com menor carga salina.
Estresse osmótico
Com CE alta na zona de raiz, a planta gasta mais energia para absorver água, em casos extremos, a água sai da raiz para o solo. Resultado: planta “com sede” mesmo irrigada e adubada corretamente.
CE alvo por cultura e fase
Não existe número único. Hortaliças de folha e morango toleram CE baixa; tomate em frutificação tolera faixas medias. Fases iniciais exigem CE mais baixa que fases de produção plena, caso não saiba qual a CE adequada de sua cultura o ideal é sempre trabalhar em uma faixa de 2 a 3 mS.
Fração de lixiviação
Aplicar volume extra de água sem fertilizante, periodicamente, “lava” o excesso de sais da zona radicular — evita acúmulo progressivo ao longo dos ciclos.
Monitoramento real
O extrator de solução do solo mostra o que realmente acontece na zona de raiz, permitindo corrigir antes que o dano visual apareça.
Reduzindo carga salina sem perder nutrição
Fertilizantes de alta pureza e formulação equilibrada entregam o mesmo nutriente com menor impacto salino. Linhas como Hidrofit e KSC, ampliam a permeabilidade celular e o fluxo de água do solo para a planta, justamente o mecanismo comprometido pela salinidade alta.